Em 1º de fevereiro de 2005 o governo federal, por meio da Secretaria Geral da República, criou a Secretaria Nacional da Juventude. Responsável pela articulação das políticas dos vários ministérios e órgãos federais que têm o público jovem como alvo. A nova secretaria tem a função de aperfeiçoar os 44 programas e as 143 ações voltadas a esse público computadas em um estudo do governo de 2004.
Comandada por Beto Cury, a Secretaria Nacional da Juventude tem como metas principais da política de juventude o acesso à escola pública; a erradicação do analfabetismo; a criação de políticas de geração de trabalho e renda, a qualificação para o mundo do trabalho; o acesso ao esporte; criação de políticas de direitos humanos; divulgação do conceito de cidadania e participação social; e a melhoria da qualidade de vida no campo e na cidade.
Na mesma data foi criado o ProJovem – Programa Nacional do Jovem, a partir da Medida Provisória nº 238. O programa tem como foco a melhoria da escolaridade; o jovem como agente comunitário e o acesso à educação profissionalizante. Para a realização deste trabalho, em parceria com os governos estaduais e municipais, o governo federal disponibilizou para 2005, R$ 311 milhões, segundo informa Beto Cury.
O público deste projeto, que terá início nas 27 capitais brasileiras, é formado por cerca de um milhão de jovens entre 18 e 24 anos que vão receber formação em quatro módulos temáticos durante 12 meses: cultura e cidadania; juventude e trabalho; juventude e comunicação e juventude e cidade. Cada aluno receberá ainda um auxílio de R$ 100 mensais durante o curso como contrapartida de suas ações comunitárias. Inclusão digital e línguas como inglês e espanhol também fazem parte do programa.
Vários países da Europa e da América Latina já possuem instituições com políticas públicas voltadas ao jovem (confira tabela abaixo). O Brasil, que reúne a metade dos jovens de toda o continente ibero-americano, começa a criar a sua agora. “Esperamos conseguir fazer com que o tema juventude se torne uma política de Estado, e não apenas uma política de governo”, analisa Cury. Este trabalho pode muito bem trazer o jovem para o bem e afastá-lo do limite da criminalidade, exemplifica o diretor da Secretaria Nacional da Juventude. “Os jovens são as principais vítimas e os principais algozes das desigualdades sociais. Eles são os que mais matam e os que mais morrem por causa da violência”, conclui.
Estruturas de governo voltadas para a Juventude em outros países:
| América Latina |
Argentina - Directorio de Organismos Oficiales de Juventud
Bolívia - Viceministro de Asuntos de Juventud, Niñez y Tercera Edad
Colômbia - Programa Presidencial "Colombia Joven"
Paraguai - Subsecretaría de Estado de la Juventud
Peru - Consejo Nacional de Juventud
República Dominicana - Secretaría de Estado de la Juventud
Uruguai - Instituto Nacional de la Juventud (Inju)
Venezuela - Instituto Nacional de la Juventud
Costa Rica - Ministerio de Cultura, Juventud y Deportes
Chile - Instituto Nacional de la Juventud
Equador - Dirección Nacional de la Juventud
El Salvador - Secretaria de Estado de la Juventud
Guatemala - Consejo Nacional de la Juventud
México - Instituto Mexicano de la Juventud
Nicarágua - Secretaria de la Juventud - Presidencia de la Republica
Panamá -Ministerio de la Juventud, la Mujer, la Niñez y la Familia |
| Europa |
França - Instituto Nacional de Edu cação Popular e Juventude
Espanha - Instituto de la Juventud - Ministerio del Trabajo y Asuntos Sociales
Portugal - Secretário de Estado da Juventude |
|