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03/2005
Ministro destaca importância dos jovens
Ricardo Berzoini acredita que os Consórcios Sociais da Juventude são ações importantes para democratizar chegada do jovem ao trabalho.

Justiça, democracia e igualdade de condições na chegada do jovem em situação de risco ao mercado de trabalho são apontadas pelo Ministro do Trabalho e Emprego, Ricardo Berzoini, como principais metas do governo federal.

Após detectar as deficiências sociais de jovens entre 16 e 24 anos, o governo criou, a partir do programa Primeiro Emprego, projetos como os Consórcios Sociais da Juventude, ação inédita de união e otimização das de entidades civis e empresas privadas.
Em entrevista exclusiva ao Juventude Sampa, Berzoini detalha a importância dos Consórcios, aborda a chegada deles à São Paulo e comenta as ações do governo.
Juventude Sampa - Qual é o objetivo dos Consórcios da Juventude?
Ricardo Berzoini – Melhorar a formação e inserção no mundo do trabalho de jovens de maior exclusão social. Eles recebem aulas de inclusão digital, ética, meio ambiente e cidadania e apoio à elevação escolar. Também têm qualificação profissional nas oficinas-escola.
As metas incluem estágio, emprego formal ou formação de empreendedores autônomos. Com êxitos, proporcionaremos aos jovens chances que até então não haviam experimentado.
JS - Qual o investimento inicial do governo?
RB - Estão previstos R$ 48 milhões para a formação de 22 mil jovens dos convênios já assinados. Os recursos são destinados ainda às oficinas e às 400 horas de qualificação. Este custo é bem inferior ao de recuperação daqueles que cumprem medidas sócio-educativas. Cada um recebe ajuda de R$ 150 por mês e em contrapartida realizam trabalhos comunitários. Este valor lhes permite participar do curso e ajudar suas famílias.
JS - Que resultados são esperados?
RB - Já temos resultados com as experiências- piloto realizadas em 2004 no Rio de Janeiro, ABC paulista, Fortaleza, Belo Horizonte, Salvador e Distrito Federal e Entorno. Dos sete mil alunos preparados, dois mil conseguiram trabalho.
Chegamos a subúrbios onde jamais estivemos. Ao ampliarmos o programa, alcançaremos um número maior de beneficiários e acrescentaremos parcerias importantes, como a da Intel e da Infraero. Há parcerias com o governo como o Escola Aberta, do Ministério da Educação; e os Pontos de Cultura, do Ministério da Cultura.

Os consórcios integram o Primeiro Emprego na política do Governo Federal para a juventude. Por ser uma ação permanente, o objetivo em médio prazo é mudar a realidade, tornando mais justas as condições dos jovens ingressarem no mundo do trabalho.
JS - Quantos consórcios estão confirmados? Eles vão chegar às cidades do interior?
RB - Foram assinados 15 até agora. Serão mais 13, incluindo, além de capitais, a renovação no ABC Paulista, com sete municípios, e a parceria com a Infraero em Guarulhos e Campinas.
Na região do Entorno do Distrito Federal, são beneficiados vários municípios, como Formosa, Águas Lindas. No Rio de Janeiro, além da capital, atendemos as cidades de Volta Redonda, Niterói e Nova Iguaçu.
JS - Como funcionam os Centros de Referência?
RB - Os Centros da Juventude são as sedes dos consórcios. Abrigam a administração e a maioria das oficinas-escola, além de realizar atividades em outros bairros.
JS - Qual a expectativa em relação ao Consórcio de São Paulo? E seu volume inicial de recursos?
RB - São R$ 4,78 milhões para atender dois mil jovens. Além dos consórcios da região do ABC, de Guarulhos e Campinas é muito importante a presença na capital, pois o desemprego juvenil é um fenômeno do mundo urbano que atinge de principalmente as grandes cidades.
JS – Que mais prevê o Primeiro Emprego?
RB – O programa tem captação de vagas por linhas de responsabilidade social e subvenção econômica. Para atender jovens em conflito com a lei, temos o Serviço Civil Voluntário, realizado junto às Secretarias de Trabalho. Já o Soldado Cidadão prepara jovens do Serviço Militar. Temos ainda ações de empreendedorismo para aqueles que querem ser autônomos.